[Resenha] Um amor, Um Café e Nova York, de Augusto Alvarenga

Oi galera

Esse é o meu primeiro post aqui no Não Leia

Aproveito para agradecer a Paula por ser chamado a compartilhar um pouco do que leio por aqui

Por coincidência – e eu adorei essa coincidência – o livro que eu estava terminando de ler quando fui chamado para colaborar com o blog é o “Um amor, um café e Nova York”, do Augusto Alvarenga.

Um Amor Um Café e Nova York (1)Até onde eu sei, Um Amor Um Café e Nova York é uma trilogia que terá um spin-off. Dois livros já foram lançados, e decidi por fazer essa resenha incluindo os dois livros e não separá-los, pois eu concluí que a história da Camila, a protagonista, funciona bem melhor quando você lê os dois livros em seguida. Por isso, gostei de ter feito isso. Quando terminei o primeiro livro, imaginei que o Augusto deu um pirulito de presente para seus leitores com a condição de que o doce fosse privado com apenas duas ou três passadas de língua. Embora eu tenha gostado do primeiro, como pode ser percebido nos comentários que seguem, a impressão que tive é que ele é uma introdução bonitinha para a história que está no segundo livro, bem mais amarrada e reflexiva.

No primeiro livro, Camila se apresenta como a garota que perto de comemorar o seu aniversário de três anos de namoro simultaneamente ao seu aniversário de 19 anos. De presente do namorado, ela ganha uma viagem para Nova York. O moço pensou em tudo, tanto que o presente chega três meses antes e ele já combinou tudo com os pais dela. Eficiente, não?

Nova York é um sonho para Camila, e Guilherme (o nome do namorado que eu não sei por que não citei até agora) só quis que ela realizasse o maior número de sonhos possíveis. E ela, de fato, realiza. Vai pra Nova York, conhece a Times Square, vai ao show de uma super estrela da música pop, “se casa” com Guilherme, e isso que eu listei não chega nem perto de ser uma amostra do que os dois passam em Nova York (Só quero deixar registrado aqui que a Camila já mora em uma cidade que eu tenho vontade de conhecer. Além disso, ela ainda vai pra Nova York. Brilhe menos, Camila!).

O primeiro livro acaba sendo uma combinação de amor adolescente com referências turísticas a Nova York, tendo seu conflito quando a história já está em seu final, pois eu não considero que uma Maria-ninguém da fila de um show tenha conseguido caracterizar um conflito para o casal. Então, é no final que finalmente vemos Camila confrontada com algo que não tenha a ver com beijos, abraços, “eu te amo”, “você é meu”, “para sempre juntos”… Aliás, se você é do tipo que não gosta dessas declarações e pula páginas do livro quando algo assim aparece, pode ser que o primeiro livro te deixe anestesiado com o mel de Camila e Guilherme. No meu caso, e sendo o canceriano ferrenho que sou, tudo o que Augusto escreveu acabou me fazendo querer ler mais e mais, e todas as declarações de amor surgiram como brisa e passaram tão rápido que logo eu já estava nas últimas páginas sem nem ter percebido.

Um Amor Um Café e Nova York (2)ATENÇÃO! As considerações a seguir tratam do segundo livro. Para quem não leu o primeiro, isso significa chuva de spoilers!

No final do primeiro livro, vemos Camila seguindo um sonho que a obriga se afastar de Guilherme, embora não tenha que, necessariamente, terminar o seu relacionamento. Mas é o que acontece. Eu não posso deixar de escrever aqui o quanto as últimas páginas do primeiro livro e os primeiros capítulos do segundo me fizeram lembrar de Glee, ao final da terceira temporada. Na ocasião, Rachel se despede de Ohio para ingressar na NYADA – Academia de Artes de Nova York, tendo então que se afastar de Finn. Por pouco, a imagem de Camila cantando “Roots Before Branches” no aeroporto não me passou pela cabeça. A lembrança ficou tão forte na minha cabeça que eu cheguei a pensar que o Augusto fez de propósito. Afinal, ele até chega a citar uma música cantada pelo cast de Glee (Chris Colfer e Cory Monteith) em um capítulo do primeiro livro. Ficou ainda mais evidente quando Camila, recém-chegada a Nova York, fica sem notícias do namorado, e não! Ele não foi para o exército e atirou na própria perna. Guilherme começou a chegar bêbado em casa, e estar afastado de Camila é o que o teria levado a isso.

É bem possível que a história do segundo livro tenha ficado melhor construída por conta da ausência do Guilherme. Não que ele seja um personagem chato, mas é óbvio o quanto um namorado grudento pode limitar uma protagonista ao “muito falar, pouco fazer”. Além disso, enquanto no primeiro livro, Guilherme parece ser o mundo de Camila. Neste, cercada pela fama, ainda lhe sobra tempo para consolar o melhor amigo na descoberta de sua sexualidade. Pedro e Marina, melhores amigos de Camila, quase não cumprem função alguma no primeiro livro. Neste, aparecem todo o tempo. O que acaba fazendo sentido na narrativa, pois é impossível, para aqueles que tenham se envolvido com a história, não ansiar pelas aparições de Guilherme, e isso acaba gerando certa tensão a cada página. Eu passava os capítulos apenas esperando que os dois se encontrassem de novo, e de novo. O que, já adianto, não acontece muito. Se o Augusto fez questão de nos apresentar ao mundo de Camila e Guilherme no primeiro livro, o segundo concentra-se no mundo de Camila, e o que ficamos sabendo de Guilherme e de sua vida após tudo o que aconteceu no primeiro não é muita coisa.

Por fim, não posso deixar de dizer que consigo definir a escrita do Augusto em uma palavra: sinceridade. Não há mirabolância em sua escrita. Tudo está lá como deveria estar, e é tudo tão sincero que consegui sentir (mania de canceriano, essa coisa de “sentir”) todas as vontades e anseios do Augusto durante a história, como o show da Beyoncé, a consideração de que ingressos no Brasil são caros, as músicas que ele escolheu para o início de cada capítulo, entre outras que são citadas ao longo da história. Embora eu não seja fã de Lana Del Rey, nem de Beyoncé, nem de boa parte dos músicos referenciados, as letras acabam fazendo todo o sentido com o contexto de cada capítulo. A melhor música, e me surpreendi muito ao vê-la sendo citada no livro, é dos Eels. Deixo para vocês verem qual música é.

Leitura mega recomenda para:

  • Cancerianos…
  • Apaixonados…
  • Leitores que gostam de histórias leves…
  • Leitores que sonham em conhecer Belo Horizonte Nova York…
  • Fãs de Lana Del Rey e Beyoncé.

Até mais!

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2 comentários sobre “[Resenha] Um amor, Um Café e Nova York, de Augusto Alvarenga

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