[Resenha] Sobreviveu a Auschwitz, por Emanuela Zuccalá

Quem quer resenha aí levanta a mão \o/
Hoje tenho o prazer de trazer um dos melhores livros que já li. Quem me conhece sabe o quanto a história dos sobreviventes do Nazismo me encanta, e o quanto eu admiro àqueles que sobreviveram e ainda compartilharam a sua jornada. A Editora Paulinas nos presenteou com esse testemunho mais do que sensacional de Liliana Segre, umas das últimas testemunhas da Shoah. A leitura foi impressionante e muito impactante.


Image and video hosting by TinyPic¤ SINOPSE ¤
Liliana Segre, nascida em Milão em 1930, é uma das últimas testemunhas da Shoah. De família judia não praticante, em fevereiro de 1944 foi deportada para o campo de extermínio de Auschwitz-Birkanau. No campo, perdeu o pai e os avós paternos. Em janeiro de 1945, fez parte do “cortejo de fantasmas” que os nazistas obrigaram a caminhar de campo em campo, à noite, para escondê-los aos olhos do mundo: a marcha da morte. Libertada nos arredores de Ravensbrück, no dia 1o de maio de 1945, regressou a Milão quatro meses depois. Um casamento feliz e o nascimento de três filhos restituíram-lhe o amor pela vida. O longo silêncio da sua adolescência como prisioneira interrompeu-se em 1990, quando decidiu tornar-se testemunha pública da Shoah, para que a memória da história fique alerta para o futuro. Nesta obra, Liliana conta em detalhes o seu dia a dia no campo de concentração de Auschwitz, a sua percepção sobre os outros prisioneiros e prisioneiras, as perdas sofridas e o sofrimento pelo qual passou. Impressiona-nos a sua ausência de ódio, o seu amor à vida, a sua capacidade de perceber os sinais de vida mesmo em lugares de morte. Contudo, neste livro há também o testemunho de como é alto o preço psicológico pago para conseguir superar tantos horrores e fazer deles objeto de testemunho.


RESENHA

A história impressionante de Liliana Segre, nascida em 1930, Milão. Mais de 40 anos após ser vítima da perseguição nazista pós primeira guerra mundial, a mulher relatou tudo que viu e sofreu em 1944. Filha de pais judeus não praticantes se viu no meio do campo de extermínio de Aushwitz-Birkanau em um Fevereiro de 1944. Para fugir da fúria e ódio de Adolf Hitler, a família de Serge tenta fugir para a Suíça mas acabam sendo deportados e capturados logo depois.

Liliana faz um detalhado relato sobre o “cortejo de fantasmas” o qual nazistas obrigavam os judeus a caminhar durante a noite durante muitos quilômetros com o objetivo de escondê-los do mundo. O destino? A morte.

O livro mostra a realidade vivida por ela mas, em contrapartida, mostra como ela usou todo o terror que passou para voltar a normalidade de uma vida livre e feliz. Infelizmente o pai e os avós paternos que não puderam lutar junto com ela. A narrativa é bem forte, mas nos transporta a viver o que aquela mulher passou, mostrando a capacidade que um ser humano consegue de ser tão cruel diante uma crença “fora do normal” e como tratavam as pessoas feitos animais prontos para abate.

“Sobriveu a Aushwitz” é um livro que vale muito a pena ser guardado na estante para que possa mostrar às gerações futuras o cúmulo das atrocidades que milhões de pessoas passaram e, mostrar que o futuro pode ser diferente. 

“O corpo humano e a mente são de tal modo fortes e extraordinários que conseguem fazer autênticos milagres; a vida é um bem tão maravilhoso e irrepetível que nos impede a fazer seja lá o que for para conservá-la.”

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s