[Resenha] Codinome Lady V, por Lorraine Heath

1435-20161222163411Quem quer conhecer o mistério por trás de Lady V?

Primeiro romance de época que leio e se passa mais para o final do século XIX, exatamente em 1878. Mas antes de começar a expor a história principal, vocês devem saber o que houve 20 anos atrás.

Três crianças órfãs são deixadas aos cuidados do Marquês de Marsden que mora na Mansão Havisham. Nickolson (Duque de Ashebury, Ashe para os íntimos), Albert (Conde de Greyling) e Edward (irmão gêmeo de Albert) acabam sob a guarda do Marquês pois seus pais sofreram um grave acidente de trem e confiaram seus filhos ao amigo em caso de morte.

“[…] os pais de vocês conheciam muito bem o Marquês de Marsden. Eles foram para a escola juntos, eram amigos. Seus pais confiaram a ele a criação de vocês, garotos.”

O Marquês é conhecido pela Sociedade londrina por sua loucura que teve início após a morte de sua mulher. Seu filho, o Conde de Locksley, Lock, fica feliz com a chegada de outras crianças porque terá com quem brincar e assim, os quatro garotos são criados juntos. Ao atingirem a maioridade, saem atrás de aventuras como a ida a um safári na África.

Em uma época em que homens não são julgados severamente por suas atitudes e também devido a tragédia ocorrida em sua infância (as pessoas não os julgavam pois ficavam com pena), os quatro homens ficam conhecidos como os Diabos de Havisham.

E então começa a trama do livro.

Minerva Dodger está cansada de receber visitas de diversos lordes que estão apenas atrás do grande dote  de casamento oferecido por seu pai. Após seis temporadas em Londres, ela não se apaixonou por ninguém e ela não se casará se não for por amor. A sorte dela é que seus pais não são tradicionais com a única preocupação de que ela arranje um bom partido. Eles desejam que sua filha seja feliz.  Minerva conhece o amor através da paixão de seus pais. Um casamento onde uma duquesa  viúva se casa com o dono de um clube de cavalheiros não é comum na Sociedade. E por essa razão, a Srta. Dodger está disposta a ir atrás de um amante já que não acha justo que as mulheres tenham que se casar para obter o prazer da relação entre homem e mulher, o sexo.

O Clube Nightingale só é conhecido por aqueles que o frequentam pois as pessoas acreditam que sua existência não se passa de um mito. Mas por que elas não acreditam em sua existência? Vocês conhecem o ditado: o que os olhos não veem o coração não sente. O fato do Clube ter sido construído por mulheres casadas com o objetivo de ter um espaço para se encontrarem com seus amantes não é muito bem vindo para a Sociedade. Somente homens iam a Clubes para cavalheiros e todos ficavam sabendo sem nenhum ultraje.  Gastar dinheiro com bebidas, jogos e amantes era um privilégio do homem. Agora um Clube para mulheres? Com certeza, tinha que ser um mito.

“Na maior parte de Londres, a existência do clube era algo sobre o que se especulava em sussurros, por pessoas que achavam se tratar apenas de um mito. Mas para quem o conhecia, o lugar servia de santuário; era libertador. Era tudo aquilo que precisassem que fosse.”

O Duque de Ashebury, Ashe, se encontrava no Clube Nightingale em certa noite à procura de uma mulher que o impressionasse com pernas longas e bem torneadas. Ué!? O Clube não era para as mulheres se libertarem? Elas se libertavam mas usavam máscaras para proteger sua identidade. Isso não é liberdade totalmente né? Exato. Ah então os homens também usavam disfarce? Não, não e não. Não vamos exigir muito da época e achar que o machismo estava acabando. Os homens andavam livremente pelo clube sem qualquer disfarce então as mulheres sabiam com quem estavam prestes a ter seus prazeres satisfeitos.

Minerva conseguiu o endereço do misterioso clube. Como? Descubram ao ler.

Ela chega ao clube vestida normalmente mas descobre  lá dentro que precisa vestir outro tipo de roupa, uma vestimenta de seda parecida com uma camisola. A partir do momento que começa a andar pelos corredores do clube, ela se sente menos corajosa e pensa em ir embora ao notar que conhecia muitos dos cavalheiros ali presentes. Mas ela não recua porque se sente segura utilizando a máscara.

Ashe é atraído pelo andar hesitante mas ao mesmo tempo elegante de uma mulher percebendo que talvez aquela fosse sua primeira vez no clube. Já adivinharam quem é a mulher né? Kkkkk A regra do clube diz que a mulher é quem escolhe seu parceiro mas Ashe achou que se fosse a primeira vez dela ali, as regras não precisariam ser rigidamente seguidas então ele resolve abordá-la.

A Srta. Dodger fica surpresa ao ver o Duque de Ashebury  ali e ainda falar com ela.

“Ela podia contar na mão o número de vezes que esteve tão perto dele. Os dois talvez tivessem trocado meia dúzia de palavras, de passagem. Lindo como o pecado, com um jeito indiferente, ele normamente ficava rodeado de mulheres competindo por sua atenção.”

Ao se apresentar para Ashe, ela utiliza o codinome Lady V. Eu ri bastante quando descobri o que significava o V. Pra quem leu a sinopse do livro em algum lugar, fica fácil deduzir, mas eu não tinha lido então fiquei surpresa. Depois de conversarem um pouco e Ashe lhe perguntar quão ousada Lady V seria, ele a convida para subir ao quarto reservado por ele e ela aceita.

O que será que acontece nesse encontro? Será que será o único encontro deles no clube? Será que Lady V é tão ousada quanto aparenta ser? Será que Ashe se satisfará com apenas um encontro? Será que Minerva confiará seus sentimentos a Ashe? Como encarar Ashe fora do clube? A verdade está à espreita. Vocês têm muito a descobrir nessa trama. Mas garanto uma coisa a vocês. Uma pessoa não consegue fingir ser duas coisas diferentes e lhes garanto: Lady V e Minerva Dodger não tem nada de diferente, apenas existem em lugares distintos, o que pode mudar futuramente e a máscara cair definitivamente.

Não preciso nem dizer que super recomendo esse livro né? É romance de época, vocês não precisam de mais justificativas para lê-lo. 😉

Boa leitura e um bibliobeijo!!

Postado por: Bella 

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5 comentários sobre “[Resenha] Codinome Lady V, por Lorraine Heath

  1. Aaaaai, foi meu primeiro livro de época também! Acho que começamos muito com o pé direito! Os protagonistas são cativantes, Minerva é poderosa demais e Ashe é charmosíssimo. Agora estou ansiosa pelos livros dos outros meninos.

    Curtido por 1 pessoa

    • Foi meu primeiro romance de época que se passa no final do século XIX. Já li vários mas a maioria se passava no início de 1800 até no máximo 1830. Por isso achei bem diferencial. Gosto de acompanhar a história da Inglaterra através dos romances de época. Me amarro! kkkk Paciência pra esperar os próximos volumes S2

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