[Resenha] Cabeças de Ferro, por Carol Sabar

Preparados para um romance que envolve um assunto polêmico da vida universitária? Então, vamos lá!

Título: Cabeças de ferro
Autora: Carol Sabar
Editora: Jangada, 2016
303 páginas

Maria Luísa da Silva, a Malu, passou em primeiro lugar para cursar Engenharia de Produção na universidade dos seus sonhos, a UPN (Universidade de Ponto sem Nó), conhecida como a “universidade dos cabeças de ferro” com o vestibular mais concorrido do Brasil.

Em seu primeiro dia, ela chega na universidade ao mesmo tempo ansiosa e preocupada – para não dizer com medo -,  com o trote vexatório (só para constar que abomino esse tipo de trote e não respeito quem o aplica ou o recebe) que está prestes a acontecer e será realizado pelos “veteranos” do cabe25c325a7as2bde2bferrosegundo período do curso de Engenharia de Produção (Pelamor!! Quem considera os alunos do segundo período como veteranos?? Fiquei chocada!!). E para sorte de Malu, quem aplicará o trote nela será um garoto que ela conhece desde pequena e que o considera seu inimigo devido a um mico que a fez sofrer no passado, o próprio Artur Cantisani, lindo e com estilo bad boy, fator que não ajuda a aumentar o ódio da Malu.

Cantisini passou no vestibular em primeiro lugar também um semestre antes de Malu, por isso ele foi designado a passar o trote nela (Tradição do trote). Ele teria que jogar um líquido fedorento, uma mistura de várias substâncias, na cabeça de Malu. Cada veterano possuía uma garrafa para jogar em seu determinado calouro. Entretanto, Cantisani não obedeceu às regras e jogou o líquido destinado a Malu na caloura que se encontrava ao lado dela. E aí que começa toda a confusão.

Antes de continuar com a história, preciso explicar o porquê de Malu estar neste trote mesmo que eu não concorde com a situação. Malu é extremamente orgulhosa, sempre ganhou medalhas na escola por ter as melhores notas e ser considerada a melhor aluna. Para você receber respeito e ser aceita pelos estudantes da UPN, você deve passar pelo trote e assim ser reconhecida pelo “povo”. Desse modo, o orgulho e o medo de ser rejeitada e ignorada por seus pares faz com que Malu enfrente o trote. Cá entre nós, ninguém que está ali ajudou Malu a passar no vestibular, viu o seu esforço nos estudos, então por que ela precisa passar por um trote humilhante para ser reconhecida? Baixa autoestima é o que eu acho como explicação. Só pode!

Voltando, Artur joga o líquido na caloura chamada Mariana que imediatamente começa a ter reações preocupantes a todos.

“Então se ouviu um grito de horror. A japonesa, desesperada, estava com as mãos cheias de mechas de cabelo, que de repente começaram a se desprender de sua cabeça,  um óbvio adverso do líquido que Artur acabara de jogar em cima dela.”

Antes fosse só o cabelo a ser perdido, mas Mariana desaba no chão com dificuldade para respirar e todos ficam surpresos e com medo. Malu, desesperada ao seu lado, grita para que chamem uma ambulância, porém todos fogem menos Artur e o melhor amigo de Malu, Nicolas, que assistia ao trote para dar apoio e aguardar Malu. Ao perceber que Mariana possa estar sofrendo um choque anafilático, de acordo com a declaração de Malu e sua experiência assistindo Discovery, Artur liga para a emergência. Todavia, o caso de Mariana piora quando ela para de respirar. Cantisini age depressa e faz respiração boca a boca na menina para tentar ajudar, o que de fato fez com que Mariana voltasse a respirar e esperar acordada até a chegada da ambulância.

E agora? O que acontece quando um trote vexatório acontece dentro de uma universidade onde, segundo a lei, é proibido a sua realização? O que acontece com os ditos veteranos? O que acontece com Mariana, a pobre menina que aceitou sofrer o trote? Por que Artur jogou o líquido em Mariana e não nela? É um caso a ser resolvido pela polícia, pela universidade? Quem será culpado? Será que todas as garrafas estavam com as mesmas substâncias da garrafa de Artur? Se a garrafa estava destinada a Malu, alguém estava tentando matá-la? Haverá expulsão de algum aluno ou até a mesmo a prisão de alguém? Quem vai pagar pelo que aconteceu a Mariana? Melhor ainda, alguém deveria pagar pelo que aconteceu já que todos os envolvidos estavam errados de alguma forma? Essa última pergunta eu deixo vocês responderem quando terminarem de ler o livro. Quanto às outras perguntas, elas serão todas respondidas ao longo da história. Gostei demaaaaais da escrita e do humor que a autora Carol Sabar utilizou no enredo. Por ser escrito em primeira pessoa, me senti dentro da história e compreendi bem os sentimentos de Malu, Artur e Nicolas.

Ao mesmo tempo em que o livro serve para nos entreter, ele também nos faz pensar sobre as atitudes que tomamos no dia a dia que parecem inofensivas, mas que podem afetar de um modo ruim o sentimento ou até mesmo a vida de outra pessoa. Devemos sempre pensar nas consequências de nossos atos quando eles atingem outras pessoas.

Super recomendo mas esperava um final clichê que não ocorreu. Foi bom e ruim! Kkkk

Obs.: Cabeças de Ferro = Crânio de Ferro = C* de ferro, entendedores entenderão! J

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3 comentários sobre “[Resenha] Cabeças de Ferro, por Carol Sabar

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