[Resenha] Pequenas Epifanias, por Caio Fernando Abreu

Olá leitores
Quem aí gosta de crônicas?  
Eu não sei vocês, leitores, mas quando eu estou NAQUELA ressaca literária, as crônicas me ajudam muito a sair desse momento mega arrastado, e Pequenas Epifanias me ajudou muito! Se você usa outras formas que quebrar a ressaca literária, coloque aqui nos comentários!

Não vou dizer que essa será uma resenha comum, porque em um livro de crônicas, cada uma tem um significado diferente para cada leitor. Mas eu vou resumir tudo que eu senti lendo esse livro. Vamos conferir? 

Image and video hosting by TinyPic¤ SINOPSE ¤
Epifania é a expressão religiosa empregada para designar uma manifestação divina. Por extensão, é o perceber súbito e imediato de uma realidade essencial, uma espécie de iluminação. As crônicas escritas por Caio Fernando Abreu retêm essa qualidade, levam o leitor a enxergar, como num clarão, verdades bem escondidas.

A primeira fase das Pequenas epifanias foi publicada no jornal O Estado de S. Paulo entre 1986 e 1989. Depois de uma retirada de três anos, Caio voltou ao terreno da crônica instigado por Antonio Gonçalves Filho, então editor do Caderno 2 do jornal. É aí que sua escrita de cronista se torna mais visceral, mais atada aos fenômenos da vida e da morte. Como lembra Gonçalves Filho, na apresentação desta obra, Caio vinha disposto a fazer da crônica uma narrativa explicitamente autobiográfica e escandalosamente literária.

¤ RESENHA/REVIEW ¤
Se você é da época do Orkut ou do Tumblr, com certeza você já leu muitas frases e trechos do Caio Fernando Abreu, mas poucos sabem que ele é jornalista e dramaturgo, além de escritor.

O livro todo é feito por crônicas escritas pelo autor para um jornal ao decorrer da sua vida. É impossível o leitor não se identificar com os textos do Caio; não apenas deste livro, mas de outros livros como “O Triângulo das Águas” em que temos três novelas publicadas na década de 80 com um cenário gay, e que já compunha nossa realidade.

Pequenas Epifanias traz a realidade do amor intenso e da morte, e através de crônicas com, no máximo quatro páginas, o livro flui maravilhosamente bem. E, ao se tratar de temas do nosso cotidiano, o autor faz você adentrar nessa realidade e se posicionar diversas vezes no que a crônica revela.

Os textos possuem todos os sentimentos e ao lê-los podemos nos conectar completamente, desde as crônicas em que o autor se vê muito triste e confuso, até aquelas que ele consegue trazer completa paz ao leitor. Não apenas se coloca no lugar do autor, mas ele consegue fazer com que você identifique a crônica certa que te lembra uma pessoa especial, seja seus pais, avós ou o amor da sua vida – e isso me ocorreu muitas vezes. Apesar de termos os momentos em que nos identificamos, podemos perceber e compreender o momento de fragilidade quando o autor descobre ser portador HIV.

A crônica que eu mais me identifiquei foi, com certeza, “Extremos da paixão”, onde o autor consegue resumir de forma espetacular toda a problemática do que é amor. Desde o encontro do primeiro amor, o desamor e até aquela desilusão amorosa que acaba com uma pessoa. Por mais que sejam crônicas pequenas, é na medida certa para você que quer ler duas ou três crônicas por dia e super indico, caso esteja lendo algum livro muito pesado. Pequenas Epifanias promete conquistar os leitores e fazê-lo compreender cada sentimento.

Avaliação: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥

Postado por: Paulinha C.

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